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USP inaugura supercomputador
Por Marco Ribeiro
Publicado em 12/02/2026 12:00 • Atualizado 12/02/2026 12:10
Tecnologia
Divulgação/USP

A Universidade de São Paulo (USP) inaugurou o supercomputador Jairu, fruto da união de competências da Scherm Brasil, da NVIDIA e da Positivo Servers & Solutions. Instalado no Centro de Inteligência Artificial e Aprendizado de Máquina (CIAAM-USP), o equipamento representa um marco para a pesquisa nacional em inteligência artificial, ao integrar hardware brasileiro e tecnologia global em um ambiente escalável e preparado para os desafios digitais.  

O Jairu é composto por superservidores Supermicro e 96 GPUs NVIDIA Blackwell B200, tornando-se o maior sistema em operação na América Latina baseado nessa tecnologia. A infraestrutura inclui cinco Head Nodes, 12 GPU Nodes HGX-8x B200, além de Storage Nodes e sistemas avançados de interconexão, todos projetados para suportar aplicações em IA, ciência de dados, simulações científicas e processamento de algoritmos complexos.  

A aquisição, conduzida pela Scherm Brasil por meio de importação dos Estados Unidos, foi concluída em apenas 30 dias após a assinatura do contrato. O investimento de R$ 40 milhões destacou-se pela combinação de capacidade técnica e menor preço entre cinco concorrentes, consolidando a eficiência do processo de implantação.  

Para a Positivo Servers & Solutions, fabricante brasileira de servidores de alto desempenho, o projeto reforça sua posição de liderança em infraestrutura crítica e sustentável. A empresa já havia participado de iniciativas semelhantes, como os supercomputadores Pégaso, Dragão, Atlas e Fênix, e agora amplia sua parceria com a NVIDIA e a Supermicro ao oferecer soluções escaláveis e otimizadas para workloads de inteligência artificial.  

Segundo Paulo Fonseca, diretor comercial da Scherm Brasil, o cluster Jairu foi desenvolvido para atender cargas avançadas de IA, aprendizado de máquina e computação científica, ao combinar alto poder computacional, armazenamento paralelo e interconexão de ultrabaixa latência. Para ele, o projeto é resultado direto da colaboração entre parceiros que dominam todas as camadas da supercomputação.  

Já para a NVIDIA, a iniciativa representa um avanço significativo para a academia brasileira. Marcio Aguiar, diretor da divisão Enterprise da empresa para a América Latina, destacou que o projeto contribui para transformar a pesquisa nacional e, por consequência, o mercado, garantindo um futuro mais promissor para diversas áreas do conhecimento.  

De acordo com Fabio G. Cozman, coordenador do CIAAM-USP, a implantação do Jairu amplia a capacidade de pesquisa em inteligência artificial em diferentes áreas e posiciona o Brasil de forma mais competitiva no cenário global. “Com o Jairu, temos uma infraestrutura de IA que nos permitirá desenvolver grandes modelos e aprofundar pesquisas relevantes para o contexto brasileiro”, afirmou.  

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