A pecuária brasileira deve atravessar 2026 em um cenário de menor oferta de gado e crescimento das exportações, combinação que tende a sustentar a valorização da arroba e ampliar as oportunidades para o produtor rural. O desafio, segundo especialistas, é transformar o bom momento em ganhos consistentes, conciliando rentabilidade, bem-estar animal, segurança no trabalho e sustentabilidade ambiental.
Para Mariana Beckheuser, CEO da Beckhauser, empresa referência em equipamentos de contenção bovina, o ano se desenha como especialmente favorável para quem aposta em planejamento de médio e longo prazo. “Maximizar os lucros em momentos como este é fundamental para que o produtor se prepare também para enfrentar eventuais ciclos de ‘vacas magras’ no futuro. Isso passa, necessariamente, por decisões mais estruturadas”, afirmou.
Nesse contexto, o investimento em infraestrutura e soluções tecnológicas ganha protagonismo dentro da porteira. “A adoção de ferramentas que aprimorem o manejo no curral, aumentem a produtividade e tragam mais eficiência ao dia a dia da fazenda precisa caminhar junto com o cuidado com o bem-estar animal, a segurança das pessoas e a qualidade da carne produzida”, destacou Mariana. Para ela, produzir mais valor agregado por hectare deixou de ser diferencial e se tornou imperativo para a sustentabilidade do negócio pecuário.
O ambiente externo também contribui para uma leitura otimista. Apesar das incertezas geopolíticas, as perspectivas para exportações seguem positivas e podem funcionar como vetor de crescimento. “Mesmo com um contexto global mais desafiador, analistas indicam oportunidades relevantes no comércio exterior, o que tende a impulsionar o setor como um todo”, disse a executiva.
Esse movimento já se reflete nos planos da Beckhauser, que inicia o ano com uma nova planta dedicada à linha Beck Frigo. O portfólio reúne soluções como o Box de Atordoamento para Abate Humanitário, o Condutor de Animais Avulso, a Porteira Automatizada e a linha Move Boi, que integra sistemas de condução racional do gado com menor estresse e possibilidade de acoplar pesagem eletrônica. “A decisão reforça nosso compromisso com eficiência, qualidade e atendimento às demandas do mercado”, frisou Mariana.
Segundo a CEO, ganhos de eficiência no frigorífico vêm de decisões objetivas. “Equipamentos que organizam melhor o fluxo dos animais, reduzem intervenções manuais e padronizam processos fazem diferença direta na segurança das equipes, no manejo e no resultado da operação. É nesse ponto que a Beck Frigo se posiciona”, concluiu.