SENADO REJEITA INDICAÇÃO – Em sessão marcada pela tensão política, o Senado rejeitou a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal, encerrando um ciclo de 132 anos sem reprovação de nomes enviados pelo Executivo. A decisão, considerada histórica, expôs fissuras entre partidos da base governista e da oposição, revelando articulação intensa nos bastidores. Analistas ouvidos pelo Estadão destacaram que o resultado abre um novo capítulo na relação entre governo e Congresso, com impacto direto na composição da Corte e no equilíbrio institucional. A reprovação de Messias, que vinha sendo defendida pelo Planalto como nome de confiança, foi interpretada como sinal de maior autonomia do Legislativo frente ao Executivo. Especialistas em direito constitucional ressaltaram que o episódio reforça o papel do Senado como instância de contrapeso, capaz de influenciar a dinâmica do Judiciário. O caso também reacende o debate sobre critérios de escolha para o STF, colocando em evidência a necessidade de maior diálogo entre os poderes. (Fonte: Estadão)
FACHIN REAGE À DERROTA – Após a rejeição da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal, o presidente da Corte, ministro Edson Fachin, divulgou nota em que afirmou respeitar a decisão do Senado e destacou que a vida republicana se fortalece quando divergências são tratadas com elevação e responsabilidade pública. Fachin reiterou o respeito à trajetória dos agentes envolvidos e disse que o STF aguarda, com serenidade e senso institucional, a nova indicação do presidente Lula para preencher a vaga aberta desde a aposentadoria de Luís Roberto Barroso. Messias, atual advogado-geral da União, recebeu 42 votos contrários e 35 favoráveis, o que obrigará o governo a apresentar outro nome. A manifestação de Fachin foi interpretada por analistas como gesto de institucionalidade e tentativa de preservar a imagem da Corte em meio ao embate político. (Fonte: Revista Oeste)
BOLSONARO VÊ FIM DE LULA – Após a rejeição da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal, o senador Flávio Bolsonaro declarou que o episódio representa “o fim do governo Lula”. A votação no Senado terminou com 42 votos contrários e 35 favoráveis ao advogado-geral da União, considerado nome de confiança do Planalto. A derrota foi interpretada pela oposição como sinal de desgaste da articulação política do governo e como marco histórico, já que há mais de um século não se rejeitava uma indicação ao STF. A fala de Flávio reforça o tom de embate entre governo e oposição, em meio à disputa pela composição da Corte e ao impacto institucional da decisão. Analistas políticos apontam que o episódio pode redefinir a relação entre Executivo e Legislativo e abrir espaço para maior protagonismo do Senado. (Fonte: Revista Oeste)
MESSIAS ACEITA DERROTA – O advogado-geral da União, Jorge Messias, afirmou aceitar a decisão do Senado que rejeitou sua indicação ao Supremo Tribunal Federal, tornando-se o primeiro barrado desde 1894. Com 42 votos contrários e 34 favoráveis, Messias declarou conformação: “O Senado é soberano, o plenário é soberano”. Ele destacou ter participado do rito de forma íntegra, visitado 78 senadores e não ter reparos à conduta parlamentar. Reconheceu o impacto pessoal da reprovação, mas disse ter cumprido seu desígnio. A rejeição obriga o presidente Lula a indicar novo nome para a vaga aberta com a aposentadoria de Luís Roberto Barroso. O processo expôs resistência liderada por Davi Alcolumbre, que defendia Rodrigo Pacheco para o STF. Apesar das articulações, Messias não conseguiu apoio suficiente, e o episódio marca derrota política relevante para o Planalto. (Fonte: Revista Oeste)
ALCOLUMBRE E A DERROTA – A rejeição de Jorge Messias ao STF começou a ser articulada antes mesmo da votação. Desde o anúncio de Lula, em novembro de 2025, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), mostrou resistência e defendia Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para a vaga. Em dezembro, chegou a pautar a sabatina, mas recuou por falta de envio formal do nome pelo Planalto, expondo a estratégia governista de ganhar tempo. Ao longo dos meses, Messias intensificou articulações, visitou gabinetes e buscou diálogo até com opositores, sem sucesso. O principal obstáculo foi a postura de Alcolumbre, que evitou se comprometer e não trabalhou por maioria favorável. A votação secreta deu liberdade aos senadores para rejeitar o indicado, confirmando um desfecho histórico: a primeira recusa desde 1894. (Fonte: Revista Oeste)
RANDOLFE MUDA O TOM – A rejeição de Jorge Messias ao STF expôs a mudança de discurso do senador Randolfe Rodrigues (PT-AP). Líder do Congresso, ele havia projetado vitória após a sabatina na CCJ, prevendo até 45 votos favoráveis no plenário. O resultado, porém, contrariou a expectativa: 42 senadores votaram contra e 34 a favor. Após a derrota, Randolfe pediu paciência aos jornalistas e afirmou já considerar a possibilidade de revés, embora não admitisse antes. Em nova fala, destacou a dificuldade de enfrentar uma rejeição inédita em mais de um século, ainda que tenha citado 124 anos, divergindo do registro oficial de 132 anos. (Fonte: Revista Oeste)
MORO VÊ VITÓRIA HISTÓRICA – O senador Sergio Moro (PL-PR) afirmou que a rejeição de Jorge Messias ao STF é um recado pela independência da Corte em relação ao presidente Lula. “Chega de STF tão ligado ao Lula”, disse em vídeo nas redes sociais. Para Moro, a sabatina expôs contradições do indicado em temas como aborto, regulação da internet e Lei das Estatais, o que pesou na decisão dos senadores. O parlamentar classificou o episódio como “data histórica”, já que não havia rejeição de indicados ao Supremo há mais de um século. (Fonte: Revista Oeste)
MARINHO LIBERA FGTS PARA DÍVIDAS – O ministro do Trabalho, Luiz Marinho (PT), anunciou que a segunda fase do programa Desenrola 2 permitirá ao trabalhador usar até 20% do saldo do FGTS para quitar dívidas. O valor sairá diretamente da conta para o banco credor, após autorização do titular. A medida deve movimentar R$ 4,5 bilhões e será destinada a empregados com renda de até quatro salários mínimos. Segundo Marinho, o objetivo é reduzir o endividamento recorde das famílias, que atingiu 49,9% em fevereiro de 2026, conforme dados do Banco Central. (Fonte: Metrópoles)
TARCÍSIO TEME RACHA NA DIREITA – A pré-candidatura de Ricardo Salles (Novo) ao Senado preocupa aliados de Guilherme Derrite (PP) e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). O receio é que Salles divida o eleitorado de direita e prejudique a dupla oficial da coligação, formada por Derrite e André do Prado (PL). Embora o Novo apoie Tarcísio, Salles não integra a chapa e é visto como “outsider”. Interlocutores apostam em conversas para convencê-lo a desistir, mas o ex-ministro afirma que seguirá na disputa. Pesquisa Quaest mostra Derrite com 8%, Salles com 6% e André com 5%, atrás de Simone Tebet e Márcio França. (Fonte: Metrópoles)
SOBRAL LIDERA CALÇADOS – Sobral, no Ceará, responde por 16,5% da produção nacional de calçados, consolidando o estado como maior polo do setor. Segundo a Abicalçados, o município é responsável por 75% dos empregos industriais locais. O secretário Messias Aguiar destaca que a indústria é pilar da economia e motor do mercado de trabalho. (Fonte: Abicalçados)
TEBET ALERTA PARA AJUSTE – A ex-ministra Simone Tebet (PSB-SP) afirmou que o ajuste fiscal é urgente para conter o rombo nas contas públicas. Em entrevista à Veja, disse que “a água bateu no nariz” e defendeu cortar 10% ao ano das renúncias fiscais, que somam R$ 600 bilhões, para gerar economia sem aumento de impostos. Tebet também descartou ser vice de Fernando Haddad, reforçando que disputará o Senado ou não será candidata. (Fonte: Revista Veja)
reportermarcosribeiro@gmail.com