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Escola Austríaca defende liberdade e critica modelos intervencionistas
Corrente econômica coloca indivíduo no centro da análise e explica crises pela expansão artificial do crédito
Por Redação Rádio Base
Publicado em 19/01/2026 10:40
Economia
Reprodução/Internet

A Escola Austríaca da economia consolidou-se como uma das correntes mais influentes ao defender que toda atividade econômica nasce das escolhas individuais. Diferente de outras teorias, ela rejeita o uso excessivo de modelos matemáticos e estatísticos, apostando na lógica dedutiva e na praxeologia como formas de compreender os fenômenos sociais.

Fundada por pensadores como Carl Menger, Ludwig von Mises e Friedrich Hayek, a escola ganhou notoriedade ao valorizar a liberdade de mercado e criticar fortemente a intervenção estatal. Para os austríacos, o papel do governo deve ser mínimo, garantindo apenas a proteção da propriedade privada e a manutenção de contratos.

Um dos pilares da teoria é a explicação dos ciclos econômicos. Segundo os austríacos, crises financeiras ocorrem quando bancos centrais manipulam taxas de juros e expandem artificialmente o crédito, criando distorções que inevitavelmente levam a recessões. Essa visão contrasta com a abordagem keynesiana, que atribui as crises à falta de demanda agregada.

Outro diferencial é a ênfase no empreendedorismo. O empresário é visto como agente essencial para coordenar recursos, descobrir oportunidades e impulsionar a inovação. Essa perspectiva reforça a ideia de que o progresso econômico depende da liberdade de ação dos indivíduos e não de planejamentos centralizados.

A escola também critica políticas de estímulo baseadas em gastos públicos, argumentando que elas apenas adiam ajustes necessários e criam novas distorções. Para os austríacos, o mercado é capaz de se autorregular, desde que não haja interferências externas que comprometam sua dinâmica natural.

Apesar das críticas de economistas que consideram a Escola Austríaca pouco prática por rejeitar modelos quantitativos, suas ideias seguem influenciando debates sobre políticas monetárias, regulação mínima e livre mercado. Em tempos de crises financeiras, suas análises voltam ao centro das discussões, reforçando a relevância de uma abordagem que coloca o indivíduo como protagonista da economia.

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