O varejo brasileiro entra em 2026 em meio a uma transformação acelerada, marcada pelo avanço tecnológico, mudanças no comportamento do consumidor e um ambiente econômico mais desafiador.
A integração entre canais físicos e digitais, o uso estratégico de dados, práticas sustentáveis e foco na experiência do cliente assumem papel central nas estratégias das marcas.
Apesar do cenário complexo, indicadores apontam crescimento.
O Índice Antecedente de Vendas do Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV) projeta alta nominal de 5,0% em novembro, 3,2% em dezembro e 2,3% em janeiro de 2026, na comparação anual, sinalizando que o setor segue capturando novas oportunidades.
Especialistas de empresas como Pampili, Siprocal, D4Sign by Zucchetti, Drivin Brasil e Olist destacam os movimentos que devem moldar o varejo.
No segmento de moda infantil, o omnichannel evolui para jornadas mais fluidas e consistentes, simplificando a experiência de pais e mães millennials, segundo Diego Colli, da Pampili.
A personalização de conteúdos também ganha força. Paulo Fernandes, da Siprocal, ressalta o uso inteligente e seguro de dados comportamentais, em conformidade com a LGPD, para campanhas mais relevantes e de maior impacto.
Na jornada de compra distribuída entre canais, a assinatura digital passa a ser estratégica. Rafael Figueiredo, da D4Sign by Zucchetti, afirma que a ferramenta deixa de ser apenas operacional e integra a estratégia omnichannel, oferecendo segurança jurídica e agilidade.
A logística, por sua vez, será impulsionada por inteligência artificial generativa e preditiva, IoT avançado e automação no last mile.
Alvaro Loyola, da Drivin Brasil, destaca que processos manuais deixam de ser opção em um cenário de alta volatilidade, e que a logística verde 2.0, com frotas elétricas e rastreabilidade de emissões, se consolida como fator-chave de competitividade.
Por fim, a inteligência artificial assume protagonismo. Fábio Gallo, da Olist, aponta que a IA será o principal vetor de transformação, conectando eficiência operacional à geração de novas receitas e à personalização em escala, com impacto direto em conversão, ticket médio e fidelização.
O varejo, portanto, entra em 2026 desafiado a estruturar propostas de valor mais integradas e inteligentes, capazes de sustentar crescimento em longo prazo.